A minha noite especial.
Como combinado hoje deixo-me apenas ficar, recebendo prazer.
As tuas mãos são suaves, pequenas. Diria até delicadas.
Tocas-me docemente, traçando invisíveis tatuagens Maori na minha face, fazendo de mim guerreira tribal entre os teus braços.
São sábias, essas mãos. Conhecem-me os relevos e as concavidades, todas as curvas e contracurvas arredondadas que me compõem. Conhecem-me tão bem como o teu Eu irrequieto me conhece a alma, por dentro e por fora. O que está à vista e o que permanece oculto, todas as pequenitas coisas que só dou a conhecer a quem quero.
E eu quero-te a ti. Por isso me revelo, me desvelo, me descubro diante dos teus olhos e me abro sob o teu toque como uma flor aos raios de sol, me curvo sob essa tua mão suave como uma erva ao sabor da brisa.
Os teus lábios pousam sobre as minhas pálpebras fechadas, seguindo a rota antes percorrida pelos teus dedos. Afloram-me o lóbulo da orelha e despertam um arrepio que me faz contorcer sob a mão que desce rumo ao meu ventre depois de ter subido caminhos em espiral nos meus seios frementes.
Conheces-me bem, conheces este corpo que pulsa junto ao teu e cada toque se torna electrizante. A tua mão desvia-se para a minha coxa enquanto a tua boca toma a minha de assalto. Sim, de assalto - contrastando com toda a suavidade até agora demonstrada a tua língua mostra-se ávida, revelando uma fome imperiosa. Os dedos desviam-se agora insidiosamente para o centro do meu desejo, rodeando, explorando.
O meu braço emerge da letargia rodeando-te a cintura, premindo o teu corpo quente contra o meu. A tua boca afasta-se e ao abrir os olhos vejo a tua mirada fixa, verrumando-me a alma com os olhos enquanto me penetras no corpo com essa mão delicada e sapiente.
Solto um gemido e arqueio as costas sem deixar de te fitar. Continuas a olhar-me fixamente, a absorver todos os reflexos de desejo no meu olhar e exploras-me por dentro desencadeando um torvelinho nas minhas entranhas.
"Beija-me", sussurro, e sorrindo inclinas a cabeça sobre o meu ombro enquanto a tua mão continua a descobrir os meus húmidos segredos.
A tua língua traça agora rendados de saliva num mamilo endurecido, os teus dedos passeiam massajando o clítoris agora túmido onde se parece concentrar uma verdadeira tempestade eléctrica. Gemo, um queixume rouco quando me mordiscas o ventre, a tua mão provocando-me com desenhos entre os arbustos molhados. Tremo, ansiosa pela posse, mas como um estratega militar mandas um novo espião infiltrar-se no vulcão quase em erupção entre as minhas coxas. Insidiosa, a tua língua mostra-se uma exploradora tão hábil como os teus dedos, levando-me a um paroxismo de desejo em crescendo.
Páras. Recupero o fôlego e olho para ti. A tua mão (tão delicada, tão sábia) segura agora o teu brinquedo. Sorris. Sei que é agora e abro as coxas para ti, arfando em antecipação.
Penetras-me finalmente com o falo de borracha morna, direitinho ao ponto que homem nenhum descobre. Enquanto os teus seios se comprimem sobre os meus, levas-me ao clímax e eu grito por fim, um longo grito de prazer que te faz rir de satisfação.
Amanhã, minha querida, é a tua noite, é a minha vez de te fazer gritar assim ...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
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