quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tease 1



Anda, vem até mim. Isso mesmo. À minha frente.
Deixa-me tirar-te a gravata e segurar as tuas faces entre as minhas mãos. Quero olhar bem dentro dos teus olhos enquanto me aproximo. Como brilham ... e como me vejo a brilhar no reflexo!

Shh ... não fales. Quero beijar-te, tocar docemente os teus lábios com a ponta da língua antes de devorar essa tua boca. Perco-me nos teus beijos, sabias?
Sabes que gosto que me abraces ... sim, quero sentir as tuas mãos deslizar à volta do meu tronco, rodear-me a sob a blusa e subir pelas minhas costas.

Enquanto te debates com o colchete as minhas mãos descem até à tua cintura e enquanto te puxo a camisa para fora das calças a minha boca desliza até o teu pescoço, a língua brinca com o lóbulo da tua orelha e mordisco-te levemente.
Sei que gostas. Quero sentir-te arrepiar.
Ajuda-me a tirar a camisola e eu desabotoo-te a camisa. Quero sentir o teu peito contra o meu enquanto livras os meus seios da sua prisão de polyester e os rodeias com as tuas mãos, beijo-te ao mesmo tempo que abro o fecho e faço deslizar as tuas calças pelas coxas, puxando-te os quadris de encontro aos meus.

Beija-me, beija-me com voracidade como um homem esfomeado devoraria um bife – sou a refeição do teu desejo que já se nota tão bem – percorre o meu pescoço com os teus lábios e desce até aos seios túrgidos e arrepiados, sinto a tua língua no mamilo e o arrepio aumenta, mordisca-o, sim, suga-me com força o seio enquanto a tua mão aperta o outro, os dedos brincando com o pequeno botão que espera a sua vez. As minhas mãos crispam-se nas tuas costas deixando marcas rosadas, a cabeça descai-me para trás e os olhos tornam-se esgazeados.
Voltas ao meu pescoço, aos meus lábios sedentos ao mesmo tempo que as tuas mãos escorregam para dentro da lingerie já húmida, uma mão agarra-me firmemente a nádega enquanto a outra desliza pela frente até os dedos penetrarem bem dentro da fenda quente e alagada ... as minhas mãos descem pelas tuas ancas, o teu membro proeminente chama por mim e eu liberto-o do seu envólucro de algodão, cravo os dedos da mão esquerda no teu traseiro enquanto a direita brinca com a dura evidência da tua masculinidade.
Os arfares perdem-se entre dentes porque as bocas não se largam, a lingerie está agora bastante molhada e torna-se desconfortável e os teus boxers prendem-te as coxas, mais vale tirar já tudo, que achas? Bem me parecia que concordavas...

Agora fazes o que eu te disser ... não protestes. Vais gostar, tenho a certeza. Senta-te nesta cadeira de braços e não te movas. Ou queres que te amarre?
Pego no meu lenço de seda negra e vendo-te os olhos. A humidade escorre-me pelas coxas enquanto me ajoelho à tua frente e te afasto as pernas. Aproximo-me mais e os meus seios pesados e contraídos pousam-te na pélvis. Beijo-te o peito, roço lentamente a face no teu tronco e o teu falo orgulhosamente erecto fica rodeado de calor. Apoio as mãos e ergo-me um pouco. Procuro mais uma vez os teus lábios, não me canso de te saborear. Mordisco-te a orelha, o ombro, beijo-te o peito e o abdómen. Vendado, não vês nada mas adivinhas para onde me dirijo, não é? Sabe-lo tão bem como eu.
As minhas mãos rodeiam agora a tua carne túmida e palpitante, seguro-o como pegaria num vaso precioso, observo-o com carinho antes de beijar levemente a ponta redonda. Sobressaltas-te? Já? Então e agora, enquanto sentes a ponta da língua fazendo desenhos na carne? Já começas a silvar entredentes ... e a língua continua a fazer desenhos de saliva, subindo e rodeando, descendo até aos gémeos e companheiros, olha como estão contraídos, visito-os também e a língua volta a subir a montanha, o teu falo é agora o meu gelado suculento que saboreio gulosamente, a minha boca absorve-te e liberta-te novamente, vezes e vezes de seguida, sinto-te estremecer e ouço-te arfar, engulo-te uma última vez por inteiro até te sentir bem no fundo da garganta, prendendo-te por alguns segundos e ouvindo-te gemer baixinho, afasto a boca por fim e observo-te com prazer, duro e erecto como nunca, brilhante de saliva - embora não seja preciso mais lubrificante de tanta humidade que me escorre da fenda ígnea e faminta. Seguro-te as pernas e uno-te os joelhos, afasto as coxas e sento-me em cima de ti – basta indicar ao pequeno mineiro onde está a gruta e ele entra, devagar porque assim o quero, deixo-me deslizar e encharco-te com o meu suco, brinco com o pavimento pélvico como um anel norueguês voltando a subir e desta vez descendo rapidamente e bem até ao fundo, movo os quadris para trás e para a frente apenas, agora ligeiramente em círculos sentindo-te a toda a superfície do quente túnel em que penetraste, tão duro e tão fundo.

Não resistes e agarras-me os seios com as mãos, sou agora a tua amazona e cavalgo como se fosse fêmea de centauro, as mãos nos teus ombros, subindo e descendo, arfando e gemendo com um sorriso, cada vez mais depressa até sentir que se aproxima a quente vaga do orgasmo, seguro-a, seguro-a, vem-te também, vem-te que ao sentir-te inundar-me o ventre desse suco quente liberto a onda e venho-me contigo, arranco-te a seda negra dos olhos num repente e beijo-te, beijo e continuo a beijar-te dizendo vezes sem conta que te amo.

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