quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tease 2

As minhas pernas tremem e começo a ficar com frio apesar das tuas mãos serem calorosas. Ris-te e abraças-me de encontro ao teu corpo, mantendo-me quente. Já me custa um pouco estar assim sentada; deixa-me levantar.
As pernas estão bambas e deslizo para o chão, derreada. Foi uma cavalgada valente...
Ris-te de novo, fazes pouco do meu cansaço e deitas-te ao meu lado. Os teus olhos brilham de puro gozo ao apertares-me a ponta do nariz e perguntas se estou pronta para mais. Olho para baixo ... estou cansada mas tu é que ainda não estás pronto para outra. Agora sou eu que me rio de ti mas com um sorriso maroto dizes que não demora muito a rearmar os canhões.

Ficamos assim, deitados frente a frente com sorrisos patetas, as mãos de um na cintura do outro, as pernas encostadas e os joelhos brincando à apanhada.
É verdade então, és mesmo um satirozinho esgalgado e já estás novamente faminto de desejo, rolas para cima de mim, num repente puxas-me as coxas para cima e penetras-me na boa velha posição de missionário, moves as ancas de forma diabólica e velocidade desigual fazendo-me gemer de irritação, louca de desejo por te querer todo dentro de mim ; continuas no entanto a fazer de propósito, umas vezes devagar e outras depressa mas sempre sem entrar totalmente, lanço um grunhido e cravo-te as unhas nas costas - vais ter umas marcas terríveis daqui a algumas horas - mas continuas a provocar-me só com a pontinha até me veres revirar os olhos e penetrar-me por completo, bem fundo, bem fundo, venho-me sem me conseguir conter e ris-te de satisfação ...

Empurro-te para trás e não páras de rir, sentas-te mas faço-te deitar de costas, perdes o sorriso quando agarro nesse falo molhado de mim e o devoro, a mão segura firmemente e acompanha o movimento da boca para cima e para baixo, a língua sempre mexendo ao longo da carne quente, começas a perder o controle e é a minha vingança ao parar de repente. Agora sou eu quem se ri.

Vamos mudar um bocadinho ... isto será gramática ou jogo do galo? Não interessa, vamos desenhar um X, ficas aí deitadinho de pernas afastadas, eu viro-me de lado e cruzo uma perna por cima da tua em arco, como uma ponte, apoiada num cotovelo deslizo o corpo na tua direcção e oriento-te na direcção do túnel quente, é hora de jogar outra vez. Encaixamo-nos de forma exacta, geometria prevista nos nossos genes? Não sei, não sei mais nada neste momento a não ser como me mover contigo e de encontro a ti, agora sou eu quem controla a velocidade e tu quem se irrita, aperto o esfíncter desta outra boca ardente como se te engolisse, sentes-me apertar-te e largar-te várias vezes, movo-me assincronizadamente até que já eu própria mal me contenho, deixa-te ir, vá, desiste de controlar, vem-te, vem-te, eu é que já não aguento, prendemos as mãos e nem consigo sufocar meio grito que mais parece um uivo, satisfeito por teres conseguido conter-te mais do que eu vens-te de seguida inundando-me com o teu sémen morno e grunhes também.

O X desfaz-se de forma lenta como um biscoito derretendo-se em leite quente. As pernas afastam-se, gatinho na tua direcção e deixo-me cair ao teu lado sobre o braço aberto que me aguarda, pouso a cabeça no teu ombro e olho para ti, olhos nos olhos, míopes mas capazes de ver a alma um do outro, sorris e beijas-me docemente; digo num suspiro que te amo e fecho os olhos.
Adormeço no teu abraço. Quero que seja sempre assim.

0 comentários: